sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Sobre a dualidade e a rapidez da mente em julgar o bom e o ruim
texto que explica muito bem como funciona a dualidade,,,, o dual..... Gratidão Flávia
domingo, 29 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
hoje 27 de novembro ..publico um post de uma amiga lindooo... amooooo
A Medicina da Corça: o que você precisa lembrar sobre Amor e Gentileza
Publicado por wohaliterapias
Corça, tão gentil e carinhosa…A flor da meiguice…Um abraço vindo de longe!
Me ensine o poder de cura do teu amor e gentileza!
Diante de tantos momentos turbulentos que estamos vendo no planeta ultimamente, deixo esta profunda mensagem e este amoroso ensinamento através da Medicina da Corça, no Xamanismo sendo vista como a medicina que rege a gentileza do seu espírito animal, energia esta que permeou meus dias em meditação e compreensão da necessidade sempre imensa de vibrarmos amor para tudo e todos ao nosso redor, não importando quão difíceis sejam as situações que estivermos vivenciando. A frequência do amor e da compaixão, emanadas através da intenção sincera, é capaz de transformar qualquer coisa!
Trabalhemos para permitir que nosso coração seja o centro de equilíbrio do nosso ser. Procuremos ouvir menos as vozes incessantes da mente para que, através do coração, tenhamos nossas respostas; que ele seja nosso guia para que possamos silenciar a aceleração mental e ouvir sempre os ensinamentos e sinais que recebemos do universo, da natureza e do Grande Espírito que nos manda, todos os dias, os amigos animais para nos mostrarem o que ainda precisamos aprender, fortalecer ou, simplesmente, relembrar! ;)
“Um dia a Corça ouviu o Grande Espírito chamando por ela do topo da Montanha Sagrada. A Corça iniciou imediatamente sua jornada, sem imaginar que um terrível demônio tomava conta do caminho que levava à morada do Grande Espírito. O demônio estava tentando impedir que todos os Seres da Criação se aproximassem do Grande Espírito. Este demônio queria que todos os seres vivos pensassem que o Grande espírito não desejava ser perturbado. Isto deixava o demônio satisfeito, pois ele se sentia poderoso e assustador.
A pequena Corça não sentiu o menor medo, e nem se assustou quando se deparou com o demônio, arquétipo do mais horrível dos demônios que já haviam existido. O demônio cuspiu fogo e fumaça sobre a Corça e tentou atemorizá-la com gritos terríveis.
Qualquer outra criatura teria morrido de medo ou tentado escapar o mais rápido possível, mas a Corça não fez nada disto. Ela se limitou a pedir gentilmente ao demônio:
– Deixe-me passar, por favor. Eu estou indo ver o Grande Espírito.
Os olhos da Corça estavam repletos de amor e compaixão por este demônio tão grande e tão feio… O demônio ficou totalmente desconcertado com a atitude da Corça e com sua própria incapacidade de assustá-la. Nada que ele pudesse tentar poderia amedrontá-la, pois o amor da Corça havia penetrado seu coração triste, feio e empedernido.
Para a própria consternação do demônio, seu coração de pedra começou a amolecer com o amor e a gentileza persistentes da Corça, de modo que o corpo antes gigantesco do demônio encolheu ao ponto de ficar do tamanho de uma casca de noz. O amor, a compaixão e o carinho personificados pela Corça abriram o caminho para que todos os filhos do Grande Espírito pudessem, daí por diante, alcançar o topo da Montanha Sagrada sem que os demônios do medo conseguissem impedir a sua passagem.
A Corça nos ensina a usar o poder da gentileza para tocar os corações e as mentes de todos os seres machucados pela existência, e que estão sempre tentando nos manter longe da Montanha Sagrada. Assim como existem pequenas manchas brancas e negras na pelugem da Corça, devemos aceitar a amar tanto a luz quanto a escuridão para sermos capazes de criar um mundo de amor e segurança para todos aqueles que buscam a paz.
Se a Corça teve a gentileza de abrir caminho até sua vida hoje, isto é sinal de que você está sendo solicitado a despertar em seu íntimo o amor e a ternura capazes de curar qualquer ferida. Deixe de tentar mudar os outros à força e tente amá-los do jeito que eles são. Empregue a gentileza para resolver seus dilemas atuais e volte a ser como a brisa de verão: quente e acariciante. Esta é a melhor solução para seus problemas e, se você empregar esta tática, o caminho estará livre para que você alcance a Montanha Sagrada, seu refúgio de equilíbrio e serenidade, a partir do qual você será guiado pelo Grande Espírito.”
Fonte complementar: Cartas Xamânicas: a descoberta do poder através da energia dos animais – Jamie Sans e David Carson
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
A chave para ser feliz!!! EQUILIBRIO!!! AMOOOO OSHOOOOO!!!
OSHO: A Chave Para Viver em Equilíbrio
OSHO: A Chave Para Viver em Equilíbrio
Os hábitos obrigam você a fazer certas coisas; você é uma vítima. Os hindus dão a isso o nome de karma. Cada ato que você repete, ou cada pensamento — porque os pensamentos também são ações mentais sutis — fica cada vez mais forte. E então você fica sob o domínio dele. Fica preso ao hábito. Você passa a viver a vida de um prisioneiro, de um escravo. E esse aprisionamento é muito sutil; a prisão é feita de hábitos, de condicionamentos e de ações que você praticou. Tudo isso está em torno do seu corpo e você fica todo emaranhado, mas continua se fazendo de tolo, achando que é você quem está decidindo.
Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.
A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.
Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.
Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.
Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.
O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”
A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.
Foi pura coincidência o fato de você estar ali, lendo seu jornal, e ela ter sido desagradável com você. Foi pura coincidência o fato de você estar ali, à disposição, no momento errado.
Você está com raiva não porque sua mulher foi desagradável — ela pode ter criado toda a situação, mas isso é tudo. Ela pode ter lhe dado a oportunidade de ficar com raiva, uma desculpa para ficar com raiva, mas a raiva estava borbulhando. Se a sua mulher não estivesse ali, você teria ficado com raiva do mesmo jeito — com outra coisa, com alguma ideia, mas a raiva tinha de aflorar. Ela era algo que vinha do seu próprio inconsciente.
Todo mundo é responsável, totalmente responsável, pelo seu próprio ser e pelo próprio comportamento. No começo, essa constatação fará com que você fique muito deprimido, pois você sempre achou que quisesse ser feliz — então, como você pode ser responsável pela sua infelicidade? Você sempre almejou um estado de bem-aventurança, então como pode decidir ficar com raiva? É por causa disso que você joga a responsabilidade nas costas dos outros.
Se continuar a jogar a responsabilidade nas costas dos outros, lembre-se de que você vai continuar sendo sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Será que, algum dia, alguém já conseguiu mudar outra pessoa? Um dos desejos mais insatisfeitos deste mundo é mudar o outro. Ninguém conseguiu fazer isso até hoje, é impossível mudar o outro, pois ele é dono da própria vida — você não pode mudá-lo.
Você continua a jogar a responsabilidade nas costas do outro, mas não pode mudá-lo. E como você continua a jogar a responsabilidade nele, você nunca verá que a responsabilidade básica é sua. A mudança básica precisa acontecer dentro de você.
Você cai numa armadilha: se começa a achar que você é responsável por todas as suas atitudes, por todos os seus estados de ânimo, a princípio, você é tomado por um sentimento de depressão. Mas, se conseguir vencer essa depressão, logo você sentirá luz, pois estará livre das outras pessoas. Agora poderá trabalhar em si mesmo. Poderá ser livre, poderá ser feliz. Mesmo que o mundo inteiro esteja infeliz e cativo, isso não vai fazer a mínima diferença. A primeira libertação é parar de pôr a culpa nos outros, a primeira libertação é saber que você é o responsável. Depois disso, muitas coisas passam a ser imediatamente possíveis.
Se continuar a jogar a responsabilidade nos ombros dos outros, não se esqueça de que será para sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Alguém já conseguiu isso antes?
Independentemente do que esteja acontecendo com você — se estiver triste, simplesmente feche os olhos e observe sua tristeza. Procure saber aonde ela leva, mergulhe fundo dentro dela. Logo você encontrará a causa. Pode ser que você tenha de percorrer um longo percurso, pois toda a sua vida está envolvida nisso; e não só esta vida, mas muitas outras que você já viveu. Você encontrará muitas feridas em si mesmo, que machucam, e por causa dessas feridas você está triste — elas estão tristes; essas feridas não cicatrizaram ainda; ainda estão abertas.
O método de retroceder até a fonte, ir do efeito até a causa, curará essas feridas. Como curá-las? Por que curá-las? Qual é o fenômeno implicado nisso?
Sempre que faz uma retrospectiva, a primeira coisa que você deixa de lado é a mania de pôr a culpa nos outros, pois se faz isso você acaba se voltando para as circunstâncias externas. Nesse caso, todo o processo está errado: você tenta encontrar a causa em outra pessoa: “Por que minha mulher foi tão desagradável?” Aí a vontade de saber “por que” faz com que você continue a investigar o comportamento da sua mulher. Você errou o primeiro passo e todo o processo fracassará.
“Por que estou infeliz? Por que estou com raiva?” — feche os olhos e deixe que isso seja uma meditação profunda. Deite-se no chão, feche os olhos, relaxe o corpo e sinta a razão por que está com raiva. Simplesmente esqueça sua mulher; isso é só uma desculpa — A, B, C, D, seja o que for, esqueça a desculpa. Basta que mergulhe profundamente dentro de si, mergulhe na raiva.
Use a própria raiva como um rio; você flui dentro dessa raiva e ela o leva para dentro de si mesmo. Você descobrirá feridas sutis em seu interior. A sua mulher pareceu desagradável porque ela tocou numa ferida sutil que você tem, algo que ainda dói. Você nunca se achou atraente, nunca achou seu rosto bonito e existe uma ferida aí dentro. Quando sua mulher foi desagradável, ela fez com que você ficasse consciente do seu rosto. Ela diz; — Vá e se olhe no espelho! — isso dói. Você tem sido infiel à sua mulher e, quando quer ser desagradável, ela toca novamente nesse assunto: — Por que você estava rindo com essa mulher? Por que parecia tão feliz sentado ao lado dela? — ela toca uma ferida. Você tem sido infiel, sente-se culpado; a ferida está aberta.
Feche os olhos, sinta a raiva e deixe que ela aflore totalmente de modo que você possa ver como ela é. Então deixe que essa energia o ajude a voltar ao passado, pois a raiva vem do passado. Não pode vir do futuro, é claro. O futuro ainda não passou a existir. Ela também não vem do presente. É nisso que se baseia toda a teoria do karma, ela não pode vir do futuro porque o futuro ainda não existe; não pode vir do presente porque você nem sabe o que ele é. Só as pessoas que despertaram sabem o que é o presente.
Você vive exclusivamente no passado, portanto, essa raiva só pode ter vindo de algum lugar do seu passado. A ferida tem de estar em algum lugar da sua memória. Volte. Pode não haver apenas uma ferida, pode haver várias — pequenas, grandes. Mergulhe fundo e encontre a primeira ferida, a fonte original de toda a raiva. Você conseguirá encontrá-la se tentar, pois ela já está ali. Está ali; todo o seu passado está ali.
É como um filme, rodando e aguardando interiormente. Você faz com que ele rode, começa a assisti-lo. Esse é o processo de retroceder até a causa original. E essa é a beleza de todo o processo. Se você conseguir retroceder conscientemente, se conseguir sentir conscientemente uma ferida, ela imediatamente cicatrizará.
Por que ela cicatriza? Porque a ferida é criada pela inconsciência, pela falta de percepção consciente. A ferida faz parte da ignorância, do sono. Quando você volta ao passado com consciência e olha essa ferida, a consciência se torna uma força de cura. No passado, quando a ferida se abriu, isso aconteceu na inconsciência. Você ficou com raiva, foi possuído pela raiva, e fez alguma coisa. Matou um homem e teve de esconder esse fato do mundo. Você pode escondê-lo da polícia, pode escondê-lo dos tribunais e da justiça, mas como pode escondê-lo de si mesmo? — você sabe, isso dói. E, sempre que alguém lhe der a oportunidade de ficar com raiva, você vai ficar com medo, porque pode acontecer novamente, você pode matar sua mulher. Volte ao passado, pois nesse momento em que você assassinou um homem ou se comportou como um louco homicida, você estava inconsciente. Na inconsciência, essas feridas têm sido conservadas. Agora faça conscientemente uma retrospectiva.
Fazer uma retrospectiva significa voltar conscientemente às coisas que você fez na inconsciência. Volte — só a luz da consciência cura; ela é uma força de cura. Tudo o que você puder fazer conscientemente será terapêutico e não machucará mais.
O homem que volta ao passado se liberta dele. Como o passado deixa de interferir, ele passa a não ter mais poder sobre ele e chega a um ponto final. O passado não tem nenhum espaço no seu ser. E, quando o passado não tem nenhum espaço no seu ser, você fica disponível para o presente; nunca antes disso.
Você precisa de espaço — o passado está tão entranhado dentro de você — é um armário cheio de coisas mortas — que não há espaço para o presente entrar. Esse armário continua sonhando com o futuro, portanto, metade dele está cheia do que não existe mais e a outra metade está cheia com o que não existe ainda. E o presente? — está simplesmente esperando do lado de fora. É por isso que o presente nada mais é do que uma passagem, uma passagem do passado para o futuro, só uma passagem momentânea.
Liquide com o passado — a menos que liquide com ele, você vai viver uma vida-fantasma. Sua vida não é verdadeira, não é existencial. O passado vive por seu intermédio, os mortos continuam assombrando você. Volte ao passado — sempre que tiver uma oportunidade, sempre que alguma coisa acontecer dentro de você. Felicidade, infelicidade, tristeza, raiva, ciúme — feche os olhos e faça uma retrospectiva.
Logo você vai aprender a viajar ao passado. Logo vai conseguir voltar no tempo e, então, muitas feridas irão se abrir. Quando essas feridas se abrirem dentro de você, não comece a fazer nada. Não é preciso fazer nada. Simplesmente observe, olhe, vigie. A ferida está ali — você simplesmente observa, concentra sua energia de atenção na ferida, olha para ela.
Olhe para ela sem fazer nenhum julgamento — pois, se julgar, se disser: “Isso é ruim, não deveria estar aqui”, a ferida se fechará novamente. Então ela terá de se esconder. Sempre que você condena, a mente tenta esconder as coisas. É assim que o consciente e o inconsciente são criados. Do contrário, a mente seria uma coisa só; não seria preciso nenhuma divisão. Mas você condena — então a mente tem de dividir e colocar as coisas no escuro, no porão, para que você não possa vê-las e não seja preciso condená-las.
Não condene, não avalie. Seja simplesmente uma testemunha, um observador imparcial. Não negue. Não diga: “Isso não é bom”, pois isso é uma negação e você começou a reprimir.
Seja imparcial. Só observe e olhe. Olhe com compaixão e a cura se efetuará.
Não me pergunte por que isso acontece, pois é um fenômeno natural — assim como a água evapora quando chega aos cem graus. Você nunca pergunta: “Por que a água não evapora quando chega aos noventa graus?” Ninguém pode responder a essa pergunta. Simplesmente acontece de a água só evaporar aos cem graus. Não há dúvida disso, e a dúvida é irrelevante. Se ela evaporasse aos noventa graus, você questionaria. Se evaporasse aos oitenta, você ia querer saber por quê. É simplesmente natural que a água evapore aos cem graus.
O mesmo vale para a natureza interior. Quando uma consciência imparcial, compassiva, toca uma ferida, essa ferida some — evapora. Não existe explicação para isso. É simplesmente natural, é como as coisas são, é o que acontece. Quando digo isso, falo por experiência própria. Tente e você constatará o mesmo. É fato.
Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.
A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.
Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.
Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.
Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.
O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”
A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.
Foi pura coincidência o fato de você estar ali, lendo seu jornal, e ela ter sido desagradável com você. Foi pura coincidência o fato de você estar ali, à disposição, no momento errado.
Você está com raiva não porque sua mulher foi desagradável — ela pode ter criado toda a situação, mas isso é tudo. Ela pode ter lhe dado a oportunidade de ficar com raiva, uma desculpa para ficar com raiva, mas a raiva estava borbulhando. Se a sua mulher não estivesse ali, você teria ficado com raiva do mesmo jeito — com outra coisa, com alguma ideia, mas a raiva tinha de aflorar. Ela era algo que vinha do seu próprio inconsciente.
Todo mundo é responsável, totalmente responsável, pelo seu próprio ser e pelo próprio comportamento. No começo, essa constatação fará com que você fique muito deprimido, pois você sempre achou que quisesse ser feliz — então, como você pode ser responsável pela sua infelicidade? Você sempre almejou um estado de bem-aventurança, então como pode decidir ficar com raiva? É por causa disso que você joga a responsabilidade nas costas dos outros.
Se continuar a jogar a responsabilidade nas costas dos outros, lembre-se de que você vai continuar sendo sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Será que, algum dia, alguém já conseguiu mudar outra pessoa? Um dos desejos mais insatisfeitos deste mundo é mudar o outro. Ninguém conseguiu fazer isso até hoje, é impossível mudar o outro, pois ele é dono da própria vida — você não pode mudá-lo.
Você continua a jogar a responsabilidade nas costas do outro, mas não pode mudá-lo. E como você continua a jogar a responsabilidade nele, você nunca verá que a responsabilidade básica é sua. A mudança básica precisa acontecer dentro de você.
Você cai numa armadilha: se começa a achar que você é responsável por todas as suas atitudes, por todos os seus estados de ânimo, a princípio, você é tomado por um sentimento de depressão. Mas, se conseguir vencer essa depressão, logo você sentirá luz, pois estará livre das outras pessoas. Agora poderá trabalhar em si mesmo. Poderá ser livre, poderá ser feliz. Mesmo que o mundo inteiro esteja infeliz e cativo, isso não vai fazer a mínima diferença. A primeira libertação é parar de pôr a culpa nos outros, a primeira libertação é saber que você é o responsável. Depois disso, muitas coisas passam a ser imediatamente possíveis.
Se continuar a jogar a responsabilidade nos ombros dos outros, não se esqueça de que será para sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Alguém já conseguiu isso antes?
Independentemente do que esteja acontecendo com você — se estiver triste, simplesmente feche os olhos e observe sua tristeza. Procure saber aonde ela leva, mergulhe fundo dentro dela. Logo você encontrará a causa. Pode ser que você tenha de percorrer um longo percurso, pois toda a sua vida está envolvida nisso; e não só esta vida, mas muitas outras que você já viveu. Você encontrará muitas feridas em si mesmo, que machucam, e por causa dessas feridas você está triste — elas estão tristes; essas feridas não cicatrizaram ainda; ainda estão abertas.
O método de retroceder até a fonte, ir do efeito até a causa, curará essas feridas. Como curá-las? Por que curá-las? Qual é o fenômeno implicado nisso?
Sempre que faz uma retrospectiva, a primeira coisa que você deixa de lado é a mania de pôr a culpa nos outros, pois se faz isso você acaba se voltando para as circunstâncias externas. Nesse caso, todo o processo está errado: você tenta encontrar a causa em outra pessoa: “Por que minha mulher foi tão desagradável?” Aí a vontade de saber “por que” faz com que você continue a investigar o comportamento da sua mulher. Você errou o primeiro passo e todo o processo fracassará.
“Por que estou infeliz? Por que estou com raiva?” — feche os olhos e deixe que isso seja uma meditação profunda. Deite-se no chão, feche os olhos, relaxe o corpo e sinta a razão por que está com raiva. Simplesmente esqueça sua mulher; isso é só uma desculpa — A, B, C, D, seja o que for, esqueça a desculpa. Basta que mergulhe profundamente dentro de si, mergulhe na raiva.
Use a própria raiva como um rio; você flui dentro dessa raiva e ela o leva para dentro de si mesmo. Você descobrirá feridas sutis em seu interior. A sua mulher pareceu desagradável porque ela tocou numa ferida sutil que você tem, algo que ainda dói. Você nunca se achou atraente, nunca achou seu rosto bonito e existe uma ferida aí dentro. Quando sua mulher foi desagradável, ela fez com que você ficasse consciente do seu rosto. Ela diz; — Vá e se olhe no espelho! — isso dói. Você tem sido infiel à sua mulher e, quando quer ser desagradável, ela toca novamente nesse assunto: — Por que você estava rindo com essa mulher? Por que parecia tão feliz sentado ao lado dela? — ela toca uma ferida. Você tem sido infiel, sente-se culpado; a ferida está aberta.
Feche os olhos, sinta a raiva e deixe que ela aflore totalmente de modo que você possa ver como ela é. Então deixe que essa energia o ajude a voltar ao passado, pois a raiva vem do passado. Não pode vir do futuro, é claro. O futuro ainda não passou a existir. Ela também não vem do presente. É nisso que se baseia toda a teoria do karma, ela não pode vir do futuro porque o futuro ainda não existe; não pode vir do presente porque você nem sabe o que ele é. Só as pessoas que despertaram sabem o que é o presente.
Você vive exclusivamente no passado, portanto, essa raiva só pode ter vindo de algum lugar do seu passado. A ferida tem de estar em algum lugar da sua memória. Volte. Pode não haver apenas uma ferida, pode haver várias — pequenas, grandes. Mergulhe fundo e encontre a primeira ferida, a fonte original de toda a raiva. Você conseguirá encontrá-la se tentar, pois ela já está ali. Está ali; todo o seu passado está ali.
É como um filme, rodando e aguardando interiormente. Você faz com que ele rode, começa a assisti-lo. Esse é o processo de retroceder até a causa original. E essa é a beleza de todo o processo. Se você conseguir retroceder conscientemente, se conseguir sentir conscientemente uma ferida, ela imediatamente cicatrizará.
Por que ela cicatriza? Porque a ferida é criada pela inconsciência, pela falta de percepção consciente. A ferida faz parte da ignorância, do sono. Quando você volta ao passado com consciência e olha essa ferida, a consciência se torna uma força de cura. No passado, quando a ferida se abriu, isso aconteceu na inconsciência. Você ficou com raiva, foi possuído pela raiva, e fez alguma coisa. Matou um homem e teve de esconder esse fato do mundo. Você pode escondê-lo da polícia, pode escondê-lo dos tribunais e da justiça, mas como pode escondê-lo de si mesmo? — você sabe, isso dói. E, sempre que alguém lhe der a oportunidade de ficar com raiva, você vai ficar com medo, porque pode acontecer novamente, você pode matar sua mulher. Volte ao passado, pois nesse momento em que você assassinou um homem ou se comportou como um louco homicida, você estava inconsciente. Na inconsciência, essas feridas têm sido conservadas. Agora faça conscientemente uma retrospectiva.
Fazer uma retrospectiva significa voltar conscientemente às coisas que você fez na inconsciência. Volte — só a luz da consciência cura; ela é uma força de cura. Tudo o que você puder fazer conscientemente será terapêutico e não machucará mais.
O homem que volta ao passado se liberta dele. Como o passado deixa de interferir, ele passa a não ter mais poder sobre ele e chega a um ponto final. O passado não tem nenhum espaço no seu ser. E, quando o passado não tem nenhum espaço no seu ser, você fica disponível para o presente; nunca antes disso.
Você precisa de espaço — o passado está tão entranhado dentro de você — é um armário cheio de coisas mortas — que não há espaço para o presente entrar. Esse armário continua sonhando com o futuro, portanto, metade dele está cheia do que não existe mais e a outra metade está cheia com o que não existe ainda. E o presente? — está simplesmente esperando do lado de fora. É por isso que o presente nada mais é do que uma passagem, uma passagem do passado para o futuro, só uma passagem momentânea.
Liquide com o passado — a menos que liquide com ele, você vai viver uma vida-fantasma. Sua vida não é verdadeira, não é existencial. O passado vive por seu intermédio, os mortos continuam assombrando você. Volte ao passado — sempre que tiver uma oportunidade, sempre que alguma coisa acontecer dentro de você. Felicidade, infelicidade, tristeza, raiva, ciúme — feche os olhos e faça uma retrospectiva.
Logo você vai aprender a viajar ao passado. Logo vai conseguir voltar no tempo e, então, muitas feridas irão se abrir. Quando essas feridas se abrirem dentro de você, não comece a fazer nada. Não é preciso fazer nada. Simplesmente observe, olhe, vigie. A ferida está ali — você simplesmente observa, concentra sua energia de atenção na ferida, olha para ela.
Olhe para ela sem fazer nenhum julgamento — pois, se julgar, se disser: “Isso é ruim, não deveria estar aqui”, a ferida se fechará novamente. Então ela terá de se esconder. Sempre que você condena, a mente tenta esconder as coisas. É assim que o consciente e o inconsciente são criados. Do contrário, a mente seria uma coisa só; não seria preciso nenhuma divisão. Mas você condena — então a mente tem de dividir e colocar as coisas no escuro, no porão, para que você não possa vê-las e não seja preciso condená-las.
Não condene, não avalie. Seja simplesmente uma testemunha, um observador imparcial. Não negue. Não diga: “Isso não é bom”, pois isso é uma negação e você começou a reprimir.
Seja imparcial. Só observe e olhe. Olhe com compaixão e a cura se efetuará.
Não me pergunte por que isso acontece, pois é um fenômeno natural — assim como a água evapora quando chega aos cem graus. Você nunca pergunta: “Por que a água não evapora quando chega aos noventa graus?” Ninguém pode responder a essa pergunta. Simplesmente acontece de a água só evaporar aos cem graus. Não há dúvida disso, e a dúvida é irrelevante. Se ela evaporasse aos noventa graus, você questionaria. Se evaporasse aos oitenta, você ia querer saber por quê. É simplesmente natural que a água evapore aos cem graus.
O mesmo vale para a natureza interior. Quando uma consciência imparcial, compassiva, toca uma ferida, essa ferida some — evapora. Não existe explicação para isso. É simplesmente natural, é como as coisas são, é o que acontece. Quando digo isso, falo por experiência própria. Tente e você constatará o mesmo. É fato.
Osho, em "Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio"
domingo, 27 de setembro de 2015
SUPER LUA ECLIPSE DE SETEMBRO DE 2015
NATUREZA PERFEITA
HOJE DIA DO ECLIPSE LUNAR
DE 27 DE SETEMBRO DE 2015
É importante nos atrevermos
a encerrar as velhas cicatrizes,
elas são a chave do coração e
o coração nasceu para coisas
mais importantes do que o passado...
Somente um coração em harmonia e paz
pode amar: a maior experiência
e desafio do nosso planeta.
Elsa
Mensagem do Mestre Lanto
Por Elsa Farrus
Em 27 de setembro de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
RECALCULANDO A ROTA DA VIDA-- VICIAR NO TUDO DE BOM PRA NÓS!!!!
Você cumpre com a sua palavra?
Pude perceber que, se eu não emagrecia, não era porque alguém me oferecia um doce, mas era porque eu aceitava o doce e abria concessões em relação ao que eu havia acordado comigo mesma. Sim, porque uma vez eu aceitando o doce, me sentia no direito de comer muito doce e então a reeducação alimentar automaticamente era rebaixada a segundo plano. Perceber que, se eu não concluía determinado trabalho, não era porque minha amiga me ligou e ficamos conversando, foi porque eu não me comprometi o suficiente e abri concessões quanto ao prazo de entrega.
É sobre abrir concessões que eu quero falar hoje. Sabe aquele seu amigo que marca com você e chega atrasado, ou então desmarca o compromisso em cima da hora, que não cumpre com aquilo que combina com você? Como você age em relação a ele? Provavelmente, aceita as desculpas na primeira vez, depois na segunda. Já na terceira começa a ficar chateado, e na quartanem marca mais nada com ele. Não é assim que acontece?
E o que você acha que acontece entre você e você mesmo quando você não cumpre sua palavra?Quando você planeja começar a meditar na segunda-feira e assim que chega a segunda, você resolve que trabalhou demais, que está cansado, e acaba não fazendo o que queria. Quando você diz que vai começar a estudar sobre aquele assunto que você ama, mas chega na hora você decide que pode deixar para amanhã? Sim, porque se você decidiu iniciar algo, em algum momento, é porque esse algo é importante para você. Ou não?
Olhe para os lados, veja as pessoas. Muitas estão infelizes porque fazem concessões o tempo inteiro com suas vontades. Ou deixam para depois, ou agora não é a hora certa, ou não têm tempo, e, então, novamente deixam para depois. Elas poderiam ter ousado mais, mas não fizeram. Sob seu próprio testemunho, elas descumpriram com a palavra. Não acreditam mais em si mesmas e, por isso, preferem se contentar com a vida que levam, mesmo que seus olhos já não brilhem mais. O pior momento da vida é quando a gente perde a Fé em nós mesmos.
Isso já aconteceu com você?
A responsabilidade da sua vida é sua. Saia do lugar que você está, se movimente. Comece pelas pequenas coisas, veja que você consegue. Sinta-se bem consigo mesmo, volte a acreditar que sim, você pode fazer qualquer coisa que tenha vontade, desde que você cumpra com aquilo que determina.
Agora reflita: O que você gostaria de fazer por você mesmo hoje? E faça! Sempre faça! Leve até o fim, e conte para nós como se sentiu. Fazer acontecer vicia!!
POR ALLANA T.
http://recalculandoarota.com.br/category/clareza/
GRATIDÃO!!!!
DIA INTERNACIONAL DO REIKI- 15 08-- perfeição divina!!!!
AMIGAS GRATIDÃO POR ESSE MOMENTO LIIIINDOOOO!!!!!
GURIAS ADELINE VARGAS
MELISSA, ANA MARIA E DEISE... DIA LINDOOOO!!!!!
GURIAS ADELINE VARGAS
MELISSA, ANA MARIA E DEISE... DIA LINDOOOO!!!!!
Melissa Schmitz adicionou 23 novas fotos.
É com imensa alegria que compartilho com vocês o nosso 1º REIKI NA PRAÇA
Agradeço imensamente ao nosso Pai todo poderoso,por ter nos proporcionando momentos mar...
Ver maisAgradeço imensamente ao nosso Pai todo poderoso,por ter nos proporcionando momentos mar...
domingo, 9 de agosto de 2015
OSHO E A PUREZA.....
Meditação não é concentração
"Qualquer meditação que leve você a aprofundar a concentração está errada, ela não resultará em compaixão. Você se tornará mais fechado, ao invés de se tornar aberto. Se você reduzir sua consciência e concentrar-se em alguma coisa, e se você excluir a Existência como um todo e tornar-se direcionado a um ponto, isso criará mais tensão em você. Daí a palavra atenção que quer dizer ‘a-tensão’. O próprio som da palavra concentração lhe dá uma sensação de retesamento. (...)
Um Buda não é um homem de concentração; ele é um homem de consciência. Ele não ficou tentando reduzir sua consciência; ao contrário ele ficou tentando abandonar todas as barreiras de modo que ele se tornasse totalmente disponível à Existência. Observe, a Existência é simultânea. Eu estou falando aqui e o tráfego de barulhos é simultâneo. O trem, os pássaros, o sopro do vento nas árvores... Neste momento, a Existência como um todo é convergente. Você está me ouvindo, eu estou falando para você e milhões de coisas estão acontecendo. Isto é tremendamente rico. (...) Assim, deixe-me dizer-lhe algumas coisas básicas. Primeiro, meditação não é concentração, e sim relaxamento. A pessoa simplesmente relaxa em si mesma. Quanto mais você relaxar, mais você se sentirá aberto, vulnerável e menos rígido. Você estará mais flexível e, de repente, a Existência começará a penetrar em você. Você não será mais como uma rocha; você terá aberturas. Relaxamento significa permitir-se entrar num estado em que você não está fazendo coisa alguma, porque se você fizer alguma coisa a tensão estará presente. O relaxamento é um estado de não-fazer. Você simplesmente relaxa e curte a sensação do relaxamento.
Relaxe. Simplesmente feche os seus olhos e escute tudo o que está acontecendo ao seu redor. Ao perceber algo, não considere aquilo como sendo uma distração. No momento em que você perceber aquilo como sendo uma distração, você estará negando Deus. Neste momento Deus chegou a você como um pássaro. Não negue. Ele bateu à sua porta como um pássaro. No momento seguinte ele chega como um cão latindo, ou uma criança chorando, ou como um homem louco rindo. Não negue; não rejeite. Aceite, porque se você negar, você se tornará tenso. Toda negação cria tensão. Aceite. Se você quer relaxar, a aceitação é o caminho. Aceite tudo o que estiver acontecendo ao seu redor; permita que isto se torne um todo orgânico. E é. Você pode saber disto ou não. Tudo está inter-relacionado. Estes pássaros, estas árvores, este céu, este Sol, esta Terra, você, eu – tudo está relacionado. Tudo é uma unidade orgânica. Se o Sol desaparecer, as árvores desaparecerão; se as árvores desaparecerem, os pássaros desaparecerão; se os pássaros e as árvores desaparecerem, você não poderá estar aqui, você desaparecerá. Isto é uma ecologia. Tudo está profundamente relacionado com tudo mais. (...)
Innocence - Osho Neo Tarot
Se você relaxa, você aceita; a aceitação da Existência é a única maneira de relaxar. Se uma pequena coisa perturba você, é a sua atitude que o está perturbando. Sente-se silenciosamente, escute tudo o que está acontecendo ao seu redor e relaxe. Aceite, relaxe e, de repente, você perceberá uma imensa energia subindo dentro de você. Esta energia será percebida inicialmente como um aprofundamento de sua respiração. Normalmente a sua respiração é muito superficial e, algumas vezes, se você tenta respirar mais profundamente, se você começa a fazer pranayam, você começa a forçar alguma coisa, você faz um esforço. Tal esforço não é necessário. Simplesmente aceite a vida, relaxe e de repente você verá que a sua respiração está indo mais fundo do que o usual. Relaxe mais e a respiração irá mais fundo em você. Ela se torna lenta, ritmada e você pode quase saboreá-la; ela traz um certo prazer. Você tomará consciência, então, de que a respiração é a ponte entre você e o Todo. Simplesmente observe. Não faça coisa alguma.
E quando eu digo observe, não tente observar; senão você vai ficar tenso de novo e vai começar concentrando na respiração. Simplesmente relaxe; permaneça relaxado e solto. E olhe, pois o que mais você pode fazer? Você está ali, nada há para ser feito, tudo foi aceito, nada há para ser negado ou rejeitado, nenhuma luta, nenhuma briga, nenhum conflito e a respiração continua aprofundando...O que você pode fazer? Você simplesmente observa. Lembre-se: simplesmente observa."
OSHO – Ancient Music in the Pines - Cap. 3 Tradução: Sw. Bodhi Champak
Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.
OSHO ---- SABEDORIA E CONSCIÊNCIA
DEIXE ACONTECER - por Osho
Postado em Textos Conscienciais
- Por Osho -
O Tantra diz: as coisas acontecem quando você não as espera, as coisas acontecem quando você não as força, as coisas acontecem quando você não está ansiando por elas.
O Tantra diz: as coisas acontecem quando você não as espera, as coisas acontecem quando você não as força, as coisas acontecem quando você não está ansiando por elas.
Mas isso é uma conseqüência, não um resultado. E fique claramente consciente da diferença entre “conseqüência” e “resultado”. Um resultado é conscientemente desejado; uma conseqüência é um subproduto. Por exemplo: se eu digo a você que se você brincar, a felicidade será a conseqüência, você vai tentar por um resultado. Você vai e brinca e você fica esperando pelo resultado da felicidade. Mas eu lhe disse que ela será a conseqüência, não o resultado.
A conseqüência significa que se você está realmente na brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço consciente; uma conseqüência é apenas um subproduto. Se você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se tornará a barreira e você não será feliz.
A felicidade não é um resultado, é uma conseqüência. Se eu lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será uma conseqüência, não um resultado. Se você pensa que, porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode amar por algum resultado. O amor acontece! Não há motivação por detrás dele.
Se há motivação, não é amor. Pode ser qualquer outra coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como ele será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a felicidade segue como uma sombra.
O Tantra diz: aceitação será seguida por transformação, mas não faça da aceitação uma técnica para a transformação.
A conseqüência significa que se você está realmente na brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço consciente; uma conseqüência é apenas um subproduto. Se você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se tornará a barreira e você não será feliz.
A felicidade não é um resultado, é uma conseqüência. Se eu lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será uma conseqüência, não um resultado. Se você pensa que, porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode amar por algum resultado. O amor acontece! Não há motivação por detrás dele.
Se há motivação, não é amor. Pode ser qualquer outra coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como ele será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a felicidade segue como uma sombra.
O Tantra diz: aceitação será seguida por transformação, mas não faça da aceitação uma técnica para a transformação.
Ela não é. Não anseie por transformação - somente então a transformação acontece. Se você a deseja, seu próprio desejo é o obstáculo.
NAMASTE
deseja, seu próprio desejo é o obstáculo.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O CONHECIMENTO SOBRE O SISTEMA NERVOSO COMO BASE PARA A COMPREENSÃO DOS FENÔMENOS RELACIONADOS À APRENDIZAGEM HUMANA UMA ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA
O CONHECIMENTO SOBRE O SISTEMA NERVOSO COMO BASE PARA A COMPREENSÃO DOS FENÔMENOS RELACIONADOS À APRENDIZAGEM HUMANA UMA ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA
Marisa Regina Rost, Rosangela dos Santos Ferraz, Maria de Fátima Mayer
Marisa Regina Rost, Rosangela dos Santos Ferraz, Maria de Fátima Mayer
Sumário
Knowledge Nervous Sistem as a basis for understanding the phenomena related to human learning. One approach psychopedagogic. Disciplina de Bases Neurológicas Professora Maria Maristela Chaves Schneide
ResumoA Psicopedagogia se ocupa dos problemas, dificuldades, ou mesmo distúrbios relacionados com a aprendizagem humana. Necessita, entretanto, do auxílio de algumas ciências –como a Neuroanatomia e a Neuropsicologia- para conseguir fazer um diagnóstico aprofundado e auxiliar no momento e na medida certa o foco de suas investigações, quais sejam: seres humanos que visam chegar ao aprendizado e encontram obstáculos em seu caminho. O objetivo deste trabalho é conhecer o processo histórico que nos trouxe ao conhecimento do funcionamento dos processos neurológicos e cerebrais bem como dos mecanismos neurofisiológicos do comportamento humano, demonstrando, assim, algumas possibilidades de utilizar tal conhecimento para auxiliar na compreensão da não-aprendizagem(direcionada mais especificamente às crianças e adolescentes em fase escolar) podendo, a partir daí, os profissionais da área assumirem posturas adequadas para ajudarem os indivíduos nas tentativas de superação de suas dificuldades.
Palavras-chave: aprendizagem humana – dificuldades – diagnóstico – auxílio – psicopedagogia.
Abstract.The psychipedagogy take care witgh some problem,dificulties or even disturbances connect with the human learning.It needs,however,the help of other sciences like the neuroanatomy and the neuropsychology to get doing a deep diagnostic and to help the rigth dimension and focus of the investigations,like humam people tahat intend getting to the learning and find obstacles in the way. The objective of this work is knowing the historic process that bring us to the know ledge of the operation of the neorologist and cetebral processes as well how the neurophysilogies mecancs of humam behavior,showing,in this way,some possibilities of use this knowledge to help in the comprehension of NO-LEARNING (bound to children and teenagers in learning school specially).So it will be possible that some professionals in this way getting adequates attitudes to help people in experiments of overcome in difficulties.
Key-words: human learning - dificulties - diagnostic – help - psychipedagogy
IntroduçãoEste estudo bibliográfico visa demonstrar a importância das pesquisas realizadas ao longo do tempo na área da medicina, mais especificamente sobre o nosso sistema nervoso, em função da contribuição que os resultados destas pesquisas desempenham para a formulação dos diagnósticos dos problemas de aprendizagem.
Para tanto tenta responder a questão: o conhecimento das bases neurológicas e psicológicas são necessárias para uma competente avaliação diagnótica psicopedagógica , em casos de dificuldades de aprendizagem?
Sabe-se que a Psicopedagogia tem como objeto de estudo o ser humano em seu processo natural em direção à aprendizagem. Assim, busca o aperfeiçoamento das relações do sujeito com esta aprendizagem, bem como a qualificação para a sua construção. Para suas investigações conta com o apoio de algumas ciências, entre elas destacamos a Neuroanatomia e a Neuropsicologia que se estabeleceram enquanto ciência, justamente em função dos avanços das pesquisas que vêm sendo realizadas desde há muito tempo por diversos cientistas em todo o mundo.
Consideramos que o aprendente dependa de fatores internos e externos no seu processo de construção da aprendizagem, e que diversas possam ser as causas que o estejam bloqueando e gerando sua não-aprendizagem.
Sem supervalorizarmos umas em detrimento das outras, apontamos etiologias biológicas, psicossociais, neurológicas, sociais e até mesmo afetivas que devem ser investigadas com cautela buscando um levantamento detalhado do processo de cada indivíduo que estiver sendo avaliado.
A história que nos traz aos tempos atuais e a possibilidade de utilizar o conhecimento científico como auxílio e base à Psicopedagogia
A humanidade vem evoluindo há milênios, descobrindo e aprimorando cada vez mais suas descobertas, sempre centrada no pensamento, mesmo que inconsciente, de melhorar a vida no seu entorno, facilitando a sobrevivência de seu grupo, de sua espécie. Tudo que conhecemos hoje em dia foi criado ou foi inventado por nossos antepassados e modificado, visando a melhoria de seu funcionamento, pelos seres que os foram sucedendo.
Em todas as áreas que possamos pensar houveram descobertas, invenções, investigações, pesquisas, questionamentos e, conseqüentemente, conclusões. Na área da saúde, do funcionamento do nosso corpo e da nossa mente, as pesquisas e descobertas também se processaram de forma a percebermos uma grande contribuição feita através das pesquisas de diferentes cientistas, que conseguiram comprovar e fazer o mundo conhecer o ser humano como um ser complexo. Um mecanismo formado por “peças” importantíssimas, cada uma se relacionando e dependendo diretamente da outra, como se fizessem parte de uma engrenagem que, para funcionar, necessita estar totalmente equilibrada.
Ao longo da história da humanidade e através da evolução das pesquisas, das formulações de teorias e das comprovações embasadas em experiências seriamente fundamentadas e fidedignas a cada período em que aconteciam, foram-se reconhecendo a importância do nosso cérebro e da necessidade do funcionamento “normal” do mesmo, uma vez que todo o nosso sistema orgânico fosse dele dependente. Mas para se chegar a tais conclusões muitas pesquisas foram feitas desde os primórdios da humanidade.
A humanidade vem evoluindo há milênios, descobrindo e aprimorando cada vez mais suas descobertas, sempre centrada no pensamento, mesmo que inconsciente, de melhorar a vida no seu entorno, facilitando a sobrevivência de seu grupo, de sua espécie. Tudo que conhecemos hoje em dia foi criado ou foi inventado por nossos antepassados e modificado, visando a melhoria de seu funcionamento, pelos seres que os foram sucedendo.
Em todas as áreas que possamos pensar houveram descobertas, invenções, investigações, pesquisas, questionamentos e, conseqüentemente, conclusões. Na área da saúde, do funcionamento do nosso corpo e da nossa mente, as pesquisas e descobertas também se processaram de forma a percebermos uma grande contribuição feita através das pesquisas de diferentes cientistas, que conseguiram comprovar e fazer o mundo conhecer o ser humano como um ser complexo. Um mecanismo formado por “peças” importantíssimas, cada uma se relacionando e dependendo diretamente da outra, como se fizessem parte de uma engrenagem que, para funcionar, necessita estar totalmente equilibrada.
Ao longo da história da humanidade e através da evolução das pesquisas, das formulações de teorias e das comprovações embasadas em experiências seriamente fundamentadas e fidedignas a cada período em que aconteciam, foram-se reconhecendo a importância do nosso cérebro e da necessidade do funcionamento “normal” do mesmo, uma vez que todo o nosso sistema orgânico fosse dele dependente. Mas para se chegar a tais conclusões muitas pesquisas foram feitas desde os primórdios da humanidade.
Desde que fomos promovidos(não sem esforço) à categoria de Homo Sapiens Sapiens, no remoto período chamado de Pré-história, nos diferenciamos dos demais integrantes do gênero Homo em função de mudanças que aconteceram no sistema nervoso. Segundo Marta Pinheiro(2005), a mais óbvia e facilmente observável mudança está relacionada ao tamanho do cérebro e, a partir daí, admite-se uma evolução da mente e também da consciência humana. Na mesma perspectiva Campos et al., (1997) afirma portanto, que percepções, individualidade, linguagem, idéias, significado, cultura, escolha( ou livre arbítrio ), moral e ética, todos existem em decorrência do funcionamento cerebral.
Da Pré-história chega-se a um novo período, a Antiguidade, e nele registros escritos começam a ser feitos comprovando que os estudos sobre o sistema nervoso sempre estiveram presentes como preocupação dos seres que nos antecederam. Para obtermos uma base relativamente segura que embase nossas afirmações lembramos de Pinheiro(2005) quando nos traz à tona o papiro descoberto no Egito por Edwin Smith, no século XIX, escrito em cerca de 1700 a.C., possivelmente pelo médico egípcio Inhotep, um verdadeiro tratado de cirurgia onde se utiliza pela primeira vez – e de fundamental importância para a neurociência - o termo encéfalo quando das discussões sobre os casos clínicos nele inseridos. E por aí prosseguimos em nossa viagem através dos tempos para podermos chegar aos dias atuais e à toda contribuição que a Psicopedagogia recebe de outras ciências para satisfazer sua necessidade de obter uma melhor compreensão do processo da aprendizagem humana.
Do Egito à Grécia Antiga com seus filósofos e pensadores como Pitágoras(580-510 a.C.), Hipócrates(cerca de 460-370 a.C.), Aristóteles(384-322.C.) e Herófilo(335-280) que, segundo Marta Pinheiro(2005), efetuou grandes avanços anatômicos estudando, entre outros, o sistema nervoso central e periférico. Chegamos então à Idade Média, ao Renascimento, ao século XVIII, à René Descartes(1596-1650) e à sua teoria que provocou a dissociação entre mente e corpo quando os indivíduos passaram a se identificar com a sua mente racional e não com o organismo.(SANVITO, 1991, p. 152 in Pinheiro, 2005)
Prossegue a vida, passam-se os tempos e, já no século XIX conhecemos novas teorias , como a da seleção natural de Charles Darwin(1809-1882), destacando-se também trabalhos como o do austríaco Franz J. Gall(1758-1828), o mais ilustre proponente da localização cerebral das funções mentais, de Pierre-Paul Broca(1824-1880) e Carl Wernicke(1848-1905) com sua abordagem de estudos dita reducionista, chegando-se ao opositor aos localizacionistas estreitos John Huhlings Jackson(1834-1911) que, como relata Pinheiro(2005):
formulou uma “teoria de organização neurológica da função mental” que, em síntese, admite que essa não é resultante do funcionamento de um grupo circunscrito de células que se organizam em “centros”, mas resulta de uma complexa organização “vertical” ditada pela evolução cerebral. Sua hipótese foi adotada e desenvolvida cerca de 50 anos mais tarde, reaparecendo nos escritos de eminentes neurologistas do século XX.
Do século XX seguimos para os trabalhos e pesquisas iniciadas, desenvolvidas, realizadas ou mesmo concluídas no decorrer do século XXI, entre elas destacam-se, os precursores da neuropsicologia moderna Donald Olding Hebb(1904-1985), Karl Spencer Lashley(1890-1958) e Aleksander Romanovich Luria(1902-1977) cuja obra tem subsidiado atualmente boa parte dos estudos neuropsicológicos realizados por educadores, com vistas a investigar a aprendizagem em crianças e adolescentes.(ANTUNHA,2000,p.33;ANTUNHA,2202,p.116;CIASCA,2000,p.127) in Pinheiro(2005).
Somando esforços para ampliar seus trabalhos de pesquisa, sem esquecer do dilema vivenciado pela humanidade no que tange a diferenciar e conceituar mente e cérebro, Luria se junta a Vigotsky, ambos monistas materialistas, para desenvolver sua teoria baseando-se nas idéias de Charles Darwin, onde discutem as relações entre desenvolvimento e aprendizagem a partir do pressuposto básico de que a mente organiza-se na sociedade.(VIGOTSKY;LURIA;LEONTIEV,1988,p.39 in Pinheiro2005). Ambos desenvolveram conceitos, como o da “zona de desenvolvimento proximal” de Vigotsky, que atualmente é bastante conhecido dos profissionais de educação. Não menos importante é o conhecimento dos estudos neuropsicológicos lurianos que tem despertado o interesse dos educadores interessados em compreender a causa do não-aprendizado do aluno.
As pesquisas realizadas nos levam a perceber que, quanto maiores forem os nossos esforços para compreender as causas de tais dificuldades, mais terão os profissionais da área, principalmente os educadores, que ficar atentos à relação entre os fatores biológicos- genéticos, pré, peri e pós natais e aos fatores neurológicos e neuropsicológicos- não podendo esquecer dos fatores psicossociais, entre os quais se encontram os sócio-econômicos e de privação cultural, e os fatores escolares ou de ensinagem. (Nascimento et al., 2005) Nota-se, entretanto, que algumas pesquisas que chegam ao nosso conhecimento centralizam o fracasso escolar apenas nas crianças pobres. Este tipo de definição não é correto, pois acaba lançando mão de uma regra geral, e se utilizando de um mesmo diagnóstico –generalizado – sem levar em consideração as diferenças endógenas e exógenas que o aprendente vivencia. Além disto, muitos dos diagnósticos não são aprofundados e é canalizada toda problemática sob o estudante. Retira-se, assim, a responsabilidade que tem também o processo ensino-aprendizagem, ou mesmo, encobre-se alguma falha que possa haver no processo pedagógico escolar.
Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar. Se os problemas de aprendizagem estão presentes no ambiente escolar e ausentes nos outros lugares, o problema deve estar no ambiente de aprendizado, e não em algum “distúrbio neurológico” misterioso e não detectável. (Nascimento et al., 2005)
Para maior esclarecimento sobre esta questão, seguem alguns exemplos de fatores etiológicos sociais, fazendo-se uma diferenciação com relação aos fatores bioetiológicos, que devem ser avaliados e considerados no diagnóstico psicopedagógico. Como fatores etiológicos–sociais apontamos, entre outros, carências afetivas; deficientes condições habitacionais, sanitárias, de higiene e de nutrição; pobreza da estimulação precoce, nível elevado de ansiedade métodos de ensino impróprios ou inadequados. Já como fatores bioetiológicos podemos citar as variações genéticas; as doenças infecciosas; os desvios orgânicos; as lesões cerebrais(mínimas ou severas); as desordens do desenvolvimento e da psicomotricidade, bem como as desordens de linguagem e as perceptivas.(FONSECA, 1995 in Nascimento et al., 2005)
Pelo que temos estudado nos últimos tempos, portanto, é correto afirmar, segundo Nascimento et al., 2005 (sem esquecer ,é claro, dos fatores psicossociais)
que a aprendizagem é dependente da organização neurológica do cérebro, e que há uma reorganização neurológica em vários momentos do desenvolvimento, sendo resultado de experiências específicas(aquisição de novas habilidades). (...) Até os três anos, o cérebro aprende as aquisições mais cruciais que perduram por toda vida.
Os problemas de maturação neurológica infantil são os mais freqüentes quando o assunto é etiologia biológica dos problemas de aprendizagem. A maturação consiste nas trocas qualitativas, através do aparecimento de novas estruturas e funções.
Schlack, 2000 in Nascimento et al., 2005 acrescenta que: (...) A imaturidade inicial do sistema nervoso se manifesta na impossibilidade da criança pequena de organizar suas respostas de modo intencional.
Os problemas de maturação neurológica infantil são os mais freqüentes quando o assunto é etiologia biológica dos problemas de aprendizagem. A maturação consiste nas trocas qualitativas, através do aparecimento de novas estruturas e funções.
Schlack, 2000 in Nascimento et al., 2005 acrescenta que: (...) A imaturidade inicial do sistema nervoso se manifesta na impossibilidade da criança pequena de organizar suas respostas de modo intencional.
Diferentes pesquisadores consideram com seriedade a importância da maturação nervosa (que já se inicia durante a gestação) em função de sua necessidade para a conquista, por parte da criança, da maturidade motora. Gessell,1999 in Nascimento et al., 2005 apresenta a maturação do sistema nervoso como aspecto de fundamental importância ao desenvolvimento e aprendizagem do ser humano, afirmando que é a medida que o sistema nervoso se modifica, sob a ação do crescimento, que o comportamento se diferencia e muda.
Constatamos, portanto, o grau de importância – comprovada pelas pesquisas científicas - que tem e que devemos dar aos complexos processos cerebrais que ao longo do desenvolvimento do ser humano vão ser um componente facilitador, ou não, dos processos de aprendizagem. Necessita-se , portanto, de uma investigação mais aprofundada que tentará chegar mais próximo das causas que estão interferindo no fluir natural e harmônico que leva ao aprender, nos distanciando, em nossa análise, dos fatores exógenos e circusntanciais que nos mostram apenas as conseqüências e não as causas da não aprendizagem. Assim, de acordo com Nascimento et al., 2005,
as implicações etiológicas biológicas no diagnóstico psicopedagógico são muito sérias, visto que o risco está justamente na não identificação da criança com problemas de aprendizagem no momento ótimo para a investigação psicopedagógica, deixando os períodos de investigação mais plásticos passarem. Por isso, é fundamental o reconhecimento das características presentes em crianças portadoras de transtornos de aprendizagem.
Sobre esta questão, e para finalizar esta abordagem, Antunha (2001) in, Nascimento et al., 2005 coloca-nos que:
Sobre esta questão, e para finalizar esta abordagem, Antunha (2001) in, Nascimento et al., 2005 coloca-nos que:
Conhecer como o cérebro funciona, suas leis, sua organização, sua conectividade, suas estruturas practo-gnósicas, bem como as áreas de linguagem, pode ajudar muito na detecção e no despistamento de dificuldades de aprendizagem. Assim, muitos problemas de aprendizagem poderão ser compreendidos de forma mais consciente pelo professor e conseqüentemente as estratégias adotadas para superá-las serão mais diretas e eficientes.(p.123)
Enfoques da aprendizagemSujeito: Organismo-corpo/ Inteligência- desejo
Tendo como base os aspectos citados sobre o Sistema Nervoso Celebral sua anatomia,seu histórico e as dificuldades na construção do conhecimento humano, é importante uma abordagem sobre o processo de aprendizagem .
Para Sara Pain, a aprendizagem é resultado da articulação de fatores internos e externos do próprio sujeito, do organismo (substrato biológico), do desejo de aprender, das estruturas cognitivas e do comportamento em geral.
O tema aprendizagem tem preocupado muitos autores. Para Alicia Fernandes, por exemplo, todo sujeito tem a sua modalidade de aprendizagem e os seus meios para construir o próprio conhecimento, e isso significa uma maneira muito pessoal para se dirigir e construir o saber. Para a autora, esse processo inicia-se desde o nascimento e constitui-se em molde ou esquema, como fruto do nosso inconsciente simbólico.
Enfoques da aprendizagemSujeito: Organismo-corpo/ Inteligência- desejo
Tendo como base os aspectos citados sobre o Sistema Nervoso Celebral sua anatomia,seu histórico e as dificuldades na construção do conhecimento humano, é importante uma abordagem sobre o processo de aprendizagem .
Para Sara Pain, a aprendizagem é resultado da articulação de fatores internos e externos do próprio sujeito, do organismo (substrato biológico), do desejo de aprender, das estruturas cognitivas e do comportamento em geral.
O tema aprendizagem tem preocupado muitos autores. Para Alicia Fernandes, por exemplo, todo sujeito tem a sua modalidade de aprendizagem e os seus meios para construir o próprio conhecimento, e isso significa uma maneira muito pessoal para se dirigir e construir o saber. Para a autora, esse processo inicia-se desde o nascimento e constitui-se em molde ou esquema, como fruto do nosso inconsciente simbólico.
Fernandes, 1990.p.47, afirma que de acordo com uma visão tradicional racionalista e dualista do ser humano, considerou-se a aprendizagem como fruto de um processo exclusivamente consciente e produto da inteligência, deixando fora o corpo e os afetos, mas se houve humanos que aprenderam é porque deixaram de lado tal teoria e tais métodos educativos sistematizados. Acrescenta, ainda que “o ser humano para aprender põe em jogo o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo, necessitam-se dois personagens, o ensinante e o aprendente, e um vínculo que se estabelece entre ambos”. (FERNANDES. 1990.p.48). Fernandes, 1990. p. 48 ainda enfatiza que a aprendizagem “é um processo cuja matriz é vincular e lúdica e sua raiz corporal; seu desdobramento põe-se em jogo através da articulação inteligência – desejo e do equilíbrio assimilação-acomodação”,ou seja, funciona como instinto, no ser humano.O fracasso no aprender está relacionado com esse processo de aprendizagem que envolve a estrutura do sujeito, na relação particular entre o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo. Da mesma forma que essa relação pode servir para justificar a dificuldade de aprendizagem, também pode servir como parâmetro para a organização de uma prática pedagógica preventiva e eficaz. Este diagnóstico como intervenção psicopedagógica, estabelece um vínculo entre a ciência da Psicologia e do Sistema Nervoso, auxilia e elucida, porque o sujeito não aprende.
A autora elucida ainda que “necessitamos atender aos processos (à dinâmica, ao movimento, às tendências) e não aos resultados ou rendimentos (sejam escolares ou psicométricos)” (FERNANDES. 1990.p.48).
Entre tantas discussões sobre se o organismo ou o psiquismo são os responsáveis pelos problemas de aprendizagem, faz-se necessário uma definição de cada um. Sintetizaremos aqui o que para a autora define-se como corpo – organismo, em primeiro lugar, e em seguida inteligência –desejo.
Como se o ser humano fosse construído entre a soma das partes [...] ”o organismo poderia ser comparado a um aparelho de recepção programado, que possui transmissores(células nervosas)capazes de registrar certos tipos de associações,de fluxos elétricos e reproduzi-los quando necessário”.
E o corpo, “assemelha-se a um instrumento musical, no qual se dão coordenações entre diversas pulsações, mas criando algo novo. (FERNANDES. 1990,p.57). Por exemplo, enfocando o funcionamento, tomamos duas dimensões, a que pertence ao organismo, que é um funcionamento já codificado,e a do corpo que é aprendida.
A autora elucida ainda que “necessitamos atender aos processos (à dinâmica, ao movimento, às tendências) e não aos resultados ou rendimentos (sejam escolares ou psicométricos)” (FERNANDES. 1990.p.48).
Entre tantas discussões sobre se o organismo ou o psiquismo são os responsáveis pelos problemas de aprendizagem, faz-se necessário uma definição de cada um. Sintetizaremos aqui o que para a autora define-se como corpo – organismo, em primeiro lugar, e em seguida inteligência –desejo.
Como se o ser humano fosse construído entre a soma das partes [...] ”o organismo poderia ser comparado a um aparelho de recepção programado, que possui transmissores(células nervosas)capazes de registrar certos tipos de associações,de fluxos elétricos e reproduzi-los quando necessário”.
E o corpo, “assemelha-se a um instrumento musical, no qual se dão coordenações entre diversas pulsações, mas criando algo novo. (FERNANDES. 1990,p.57). Por exemplo, enfocando o funcionamento, tomamos duas dimensões, a que pertence ao organismo, que é um funcionamento já codificado,e a do corpo que é aprendida.
“Pelo corpo nos apropriamos do organismo. O bebê aprende a ser dono do seu organismo, sabe que sua mão lhe pertence simplesmente porque ele a domina, porque sente o poder que tem sobre ela, e assim se apropria dela”.(p.58) Enquanto a reprodução do organismo implica a memória dos caracteres hereditários e as inclinações que deles se desprendem, a reprodução do corpo é a lembrança, “ a mimese”.
Observando o pensamento, poderíamos dizer que ele é um só, é como uma trama, em que a inteligência seria o fio horizontal e o desejo, o fio vertical, tudo ocorre ao mesmo tempo, a significação simbólica e a capacidade de organização lógica. A inteligência, seria a estrutura lógica e o desejo, a simbólica, este, o nível simbólico e aquele o nível lógico. O primeiro é o que organiza a vida afetiva e a vida das significações, com as quais o sujeito pode dizer o que sente. Às vezes, é também chamado de emoções, de afetividade, e em outras de inconsciente. Pelo simbólico podemos nos diferenciar, já que o segundo, a estrutura lógica toma nossas diferenças em séries, para nos classificar. Pela inteligência “apropria-se do objeto conhecendo-o, generalizando-o, incluindo-o em uma classificação, e pelo desejo apropria-se do objeto, representando-o. Por exemplo, o ato de mamar do bebê, é ao mesmo tempo um ato de prazer e de conhecimento”. (FERNANDES, 1990. p. 74)
Para a autora “o progresso na estruturação da inteligência, embora não possa ser alcançado através do ensino organizado, tem a ver diretamente com a experiência.” (FERNANDES. 1990. p.72) Se não houver ações com os objetos, possibilidade de ver, tocar, sentir e provar seu domínio sobre ele, a criança encontrará sérias dificuldades no processo de organização de sua inteligência.Quando um desses níveis apresentar algum “atrape”, ou seja quando a “inteligência é atrapada pelo desejo”(p.69), surge o sintoma, a dificuldade de aprendizagem, é este o único lugar em que se pode observar as relações entre as duas estruturas.
A autora conclui que o fracasso escolar tem duas causas, as externas à estrutura familiar e individual do que fracassa em aprender e as internas à mesma estrutura. No primeiro caso, é problema de aprendizagem reativo, e no segundo, problema de aprendizagem sintoma e inibição. Primeiramente faremos a distinção entre os dois problemas conforme os estudos da autora e após o que se pode fazer para auxiliar na resolução dos problemas. No primeiro, o problema de aprendizagem reativo, quando provém de causas externas à estrutura familiar, afeta o aprender do sujeito em suas manifestações, “sem chegar a atrapar a inteligência: geralmente surge a partir do choque entre o aprendente e a instituição que funciona expulsivamente”. (FERNANDES. 1990. p.82). Já, o problema de aprendizagem que constitui um sintoma ou uma inibição, afeta no indivíduo a dinâmica de articulação entre “os níveis de inteligência, o desejo, o organismo e o corpo, redundando em um aprisionamento da inteligência e da corporeidade por parte da estrutura simbólica e inconsciente”.(FERNANDES. 1990. p.82) Devemos descobrir a funcionalidade do sintoma dentro da estrutura familiar, o histórico do indivíduo e observar a operação deles.
Para a remissão dessas problemáticas, a autora sugere no caso do problema de aprendizagem reativo, a intervenção do psicopedagogo diretamente na instituição de ensino, sugerindo novas metodologias, linguagens que facilitarão o vínculo entre o aprendente e o ensinante. E no caso do problema sintoma, deve-se apelar para um tratamento psicopedagógico clínico que busque libertar a inteligência e permitir o conhecimento.
Para um melhor entendimento do problema de aprendizagem-sintoma, explicaremos segundo a autora: trata-se de uma conversão simbólica lugar escolhido é a aprendizagem e o “atrapado” é a inteligência, logo é algo relativo ao conhecer, ao saber, ao apropriar-se,então o sintoma é como um disfarce, e perturbará a possibilidade de aprender, a estrutura cognitiva e a imagem corporal do sujeito.
O sintoma-problema de aprendizagem é a inteligência constantemente se aprisionando. O problema de aprendizagem reativo tem a ver com fatores externos ao sujeito, com sua inserção no meio escolar, que poderá ser superado, já que não se instalou na sua estrutura interna, modificando-se o vínculo ensinante-aprendente.
Observando o pensamento, poderíamos dizer que ele é um só, é como uma trama, em que a inteligência seria o fio horizontal e o desejo, o fio vertical, tudo ocorre ao mesmo tempo, a significação simbólica e a capacidade de organização lógica. A inteligência, seria a estrutura lógica e o desejo, a simbólica, este, o nível simbólico e aquele o nível lógico. O primeiro é o que organiza a vida afetiva e a vida das significações, com as quais o sujeito pode dizer o que sente. Às vezes, é também chamado de emoções, de afetividade, e em outras de inconsciente. Pelo simbólico podemos nos diferenciar, já que o segundo, a estrutura lógica toma nossas diferenças em séries, para nos classificar. Pela inteligência “apropria-se do objeto conhecendo-o, generalizando-o, incluindo-o em uma classificação, e pelo desejo apropria-se do objeto, representando-o. Por exemplo, o ato de mamar do bebê, é ao mesmo tempo um ato de prazer e de conhecimento”. (FERNANDES, 1990. p. 74)
Para a autora “o progresso na estruturação da inteligência, embora não possa ser alcançado através do ensino organizado, tem a ver diretamente com a experiência.” (FERNANDES. 1990. p.72) Se não houver ações com os objetos, possibilidade de ver, tocar, sentir e provar seu domínio sobre ele, a criança encontrará sérias dificuldades no processo de organização de sua inteligência.Quando um desses níveis apresentar algum “atrape”, ou seja quando a “inteligência é atrapada pelo desejo”(p.69), surge o sintoma, a dificuldade de aprendizagem, é este o único lugar em que se pode observar as relações entre as duas estruturas.
A autora conclui que o fracasso escolar tem duas causas, as externas à estrutura familiar e individual do que fracassa em aprender e as internas à mesma estrutura. No primeiro caso, é problema de aprendizagem reativo, e no segundo, problema de aprendizagem sintoma e inibição. Primeiramente faremos a distinção entre os dois problemas conforme os estudos da autora e após o que se pode fazer para auxiliar na resolução dos problemas. No primeiro, o problema de aprendizagem reativo, quando provém de causas externas à estrutura familiar, afeta o aprender do sujeito em suas manifestações, “sem chegar a atrapar a inteligência: geralmente surge a partir do choque entre o aprendente e a instituição que funciona expulsivamente”. (FERNANDES. 1990. p.82). Já, o problema de aprendizagem que constitui um sintoma ou uma inibição, afeta no indivíduo a dinâmica de articulação entre “os níveis de inteligência, o desejo, o organismo e o corpo, redundando em um aprisionamento da inteligência e da corporeidade por parte da estrutura simbólica e inconsciente”.(FERNANDES. 1990. p.82) Devemos descobrir a funcionalidade do sintoma dentro da estrutura familiar, o histórico do indivíduo e observar a operação deles.
Para a remissão dessas problemáticas, a autora sugere no caso do problema de aprendizagem reativo, a intervenção do psicopedagogo diretamente na instituição de ensino, sugerindo novas metodologias, linguagens que facilitarão o vínculo entre o aprendente e o ensinante. E no caso do problema sintoma, deve-se apelar para um tratamento psicopedagógico clínico que busque libertar a inteligência e permitir o conhecimento.
Para um melhor entendimento do problema de aprendizagem-sintoma, explicaremos segundo a autora: trata-se de uma conversão simbólica lugar escolhido é a aprendizagem e o “atrapado” é a inteligência, logo é algo relativo ao conhecer, ao saber, ao apropriar-se,então o sintoma é como um disfarce, e perturbará a possibilidade de aprender, a estrutura cognitiva e a imagem corporal do sujeito.
O sintoma-problema de aprendizagem é a inteligência constantemente se aprisionando. O problema de aprendizagem reativo tem a ver com fatores externos ao sujeito, com sua inserção no meio escolar, que poderá ser superado, já que não se instalou na sua estrutura interna, modificando-se o vínculo ensinante-aprendente.
Metaforizo a inteligência atrapada¹ como um preso que constrói sua própria cela. Não o puseram no cárcere contra sua vontade. Certamente o condenaram à prisão, porém ele construiu os barrotes e é ele quem tem a chave para poder sair. Podemos auxiliar dizendo que o mundo é melhor aqui fora, e que ele pode libertar-se, mas o único que poderá abrir a porta é ele, por dentro, (FERNANDES, 1990. p.86).
¹ A autora se utiliza de termos que não encontram tradução para o português. É o caso de atrapada, atrape, atrapado, mas que pode ser entendido com estar preso, aprisionado.
Considerações finais
Através desta explanação sobre a evolução dos estudos, e os níveis de existência do sistema nervoso, mostramos a importância que as pesquisas representam, por sua função de auxiliar os profissionais de psicopedagogia e também os educadores em suas investigações sobre a aprendizagem humana, e seus possíveis problemas, obstáculos, dificuldades ou mesmo distúrbios.
Através desta explanação sobre a evolução dos estudos, e os níveis de existência do sistema nervoso, mostramos a importância que as pesquisas representam, por sua função de auxiliar os profissionais de psicopedagogia e também os educadores em suas investigações sobre a aprendizagem humana, e seus possíveis problemas, obstáculos, dificuldades ou mesmo distúrbios.
Para um diagnóstico psicopedagógico apresentar um mínimo de credibilidade, se faz necessário abrir nossa visão para as diferentes etiologias que envolvem o desenvolvimento do ser humano em seu processo de aprendizagem, nunca centrando nossa análise sobre um único fator apenas. Desta forma, observamos que as causas podem ser apontadas como biológicas, psicossociais, neuropsicológicas ou neurológicas, entre outras tantas, que precisam ser levadas em consideração e encaradas com seriedade, avaliadas, preferentemente, de forma multiprofissional, primeiro devendo haver um questionamento com relação ao fato de a criança estar realmente apresentando um transtorno de aprendizagem, ou a situação estar apenas se referindo a um problema de ensinagem da escola. Devemos ter em mente que [...] um desenvolvimento incomum nem sempre denuncia alguma patologia, podendo refletir dificuldades pessoais eminentemente cicunstanciais. (NASCIMENTO et al.,2005)
Os profissionais envolvidos, sempre buscando uma explicação embasada e confiável para os casos que estiverem sendo analisados, deverão descartar tudo que estiver sendo considerado como causa mas que, através da investigação, fique comprovado que não demonstra estar nem interferindo, nem influenciando o não aprendizado do educando. Assim, se chega a um diagnóstico o mais preciso possível e se pode auxiliar o aprendente de forma concreta, apontando caminhos que poderão levá-lo à superação de suas possíveis dificuldades.
Bibliografia
Referências
PINHHEIRO,MARTA. Aspectos históricos da neuropsicologia: subsídios para a formação de educadores. Educar, Curitiba, n.25, p. 175-196. Editora UFPR. Consultado em 20 de agosto de 2008.
CAMPOS, ALEXANDRE DE; SANTOS, ANDRÉIA M. G.; XAVIER, GILBERTO F.(1997), A consciência como fruto da evolução e do funcionamento do sistema nervoso. Psicologia USP- São Paulo, V.8, n.2, p.181-226. Consultado em 24 de agosto de 2008.
NASCIMENTO,CLÁUDIA TERRA; NASCIMENTO, CLÉA O. BITENCOURT; SANTOS, SHEILA NASCIMENTO DOS; MORISSO, MATIAS FORGIARINI(2005), As Etiologias Biológicas dos Problemas de Aprendizagem: Implicações no Diagnóstico Psicopedagógico. Psicopedagogia On Line – Portal da Educação da Educação e Saúde Mental. Consultado em 24 de agosto de 2008.
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FERNANDES,ALÍCIA. A Inteligência Aprisionada: Abordagem Psicopedagógica Clínica da Criança e sua Família. Tradução Iara Rodrigues. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas,1990.
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CAMPOS, ALEXANDRE DE; SANTOS, ANDRÉIA M. G.; XAVIER, GILBERTO F.(1997), A consciência como fruto da evolução e do funcionamento do sistema nervoso. Psicologia USP- São Paulo, V.8, n.2, p.181-226. Consultado em 24 de agosto de 2008.
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FERNANDES,ALÍCIA. A Inteligência Aprisionada: Abordagem Psicopedagógica Clínica da Criança e sua Família. Tradução Iara Rodrigues. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas,1990.
Publicado em 30/04/2009
Currículo(s) do(s) autor(es)
Marisa Regina Rost, Rosangela dos Santos Ferraz, Maria de Fátima Mayer - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Marisa Regina Rost: Licenciatura em Letras-Português - UNISINOS
Rosangela dos Santos Ferraz: Licenciatura em História - UNISINOS
Maria de Fátima Mayer: Pedagogia - UNISINOS e Denise Rodrigues Fischborn: Pedagogia - UNISINOS.
Rosangela dos Santos Ferraz: Licenciatura em História - UNISINOS
Maria de Fátima Mayer: Pedagogia - UNISINOS e Denise Rodrigues Fischborn: Pedagogia - UNISINOS.
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