quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Encontro do dia 05/11

Neste encontro inicimos os estudos no TP1.
Unidade 1 Variantes linguísticas da Língua: dialetos e  registros.

Dialetos: variantes comuns: etário
                                                 regional
                                                 sócio cultural (culto popular)
                                                 gênero
                                                 profissional
 A língua não se apresenta uniforme e única: ela apresenta variações, conforme os grupos que a usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo, e chama-se dialeto.

Registros: variantes do uso de cada sujeito: siruação de interação
                                                                               formal
                                                                               informal

Registro é a variante escolhida pelo sujeito em cada ato específico de comunicação, segundo o contexto. Podem se apresentar tanto na forma oral como escrita da língua. Os registros põem por terra a distinção do certo/errado, passando a discussão para o campo do adequado/inadequado.          ( TP1,p.26-40)



Vídeo  VIDA MARIA - refletir o tempo de ler e escrever de cada sujeito. Comentários sobre o vídeo. A história de muitas Marias - a rotina , a punição, não gostar e fazer repetir a mesma história de vida com seus filhos. Visão de mundo, a sobrevivência.

Texto de Drumond "Retrato Velho"  --  e  "Grande África" de Martha Medeiros.  Modos  de falar, em registro,  que representam a idade do falante, são os dialetos.

Atividade do AAA1 Versão do aluno, p.43.

Vício da Fala       de Oswald de Andrade

Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

TP1, p.14 Texto de Carlos Drumond de Andrade   Retrato de Velho
 comentário; choque de gerações que tem a ver com a linguagem - épocas

Relação com o texto Grande África de Martha Medeiros.

- Vídeo do Chico Bento visitando o shopping.Refletir a linguagem e suas variações.
No trabalho com alunos pode-se perceber que eles não apresentam preconceito linguístico e aceitam as diferentes falas dos personagens.


Leituras do TP1:

  • p.31. Cada uso individual e momentâneo da língua é o que chamamos REGISTRO.
  • Temos dois registros o FORMAL e o INFORMAL. p.33
  • p. 34 Cada texto é um texto. O formal da criança estará por certo próximo do informal.
  • p.44 e 45. Variante em seu grau de formalismo:Língua falada - oratório, formal deliberativo;coloquial,coloquial distenso;familiar.
  • Língua escrita:hiperformal, formal,semi-formal,pessoal. Conforme propõe Bowen(1972).
TAREFA :
Ler a Unidade 1, do TP1, e responder às questões seguintes: para o dia 12/11



1. Qual a concepção de LINGUAGEM para os sociolinguistas? Para os sociolinguistas, a linguagem não deve ser entendida como uma simples forma de comunicação, mas como interação, na qual os sujeitos envolvidos realizam uma açõ de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que ocupam nessa interação.



2. Que elementos são importantes no processo de interação? No processo de interação são importantes as condições em que os sujeitos envolvidos interagem: características do locutor (suas marcas pessoais , como conhecimentos, linguagem, posição,etc) , do interlocutor e do assunto.



3. Por que são importantes as condições sociais e históricas numa interação? Numa interação, são importantes as codições sociais e históricas pois é a partir delas que se dá cada interação, definindo modos diferentes de uso da língua.

4. Qual a relação que se estabelece entre sociedade, cultura e língua? Sociedade, cultura e língua são construções dos sujeitos. A cultura, entendida como o conjunto de formas do fazer, pensar e sentir de uma pessoa ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo. A língua é, ao mesmo tempo, a melhor expressão da cultura e um forte elemento de sua transformação. As duas têm caráter dinâmico, em constante construção.


5. Por que podemos dizer que língua é um sistema aberto e em construção? Porque oferece inúmeras possibilidades da variação do uso, que criam, junto com o contexto, interações sempre novas  e irrepetíveis.


6. Quais são as formas de variação da língua? São de duas ordens: as variantes comuns a um grupo, chamadas de dialetos; as variantes do uso de cada sujeito, na situação concreta de interação, chamadas registros.


7. Depois de ler os textos RETRATO DE VELHO (p.14) e CIÚME (p.20), responda:


a) Que exemplos de variações lingüísticas são apresentadas nesses textos?
No texto1 - mandriona, pouca-vergonha, bandalho, conspurcando, leito, esbodejado.
No texto 2 - "ali, ó", "tá logo ali", "pega a minha irmã"...As duas personagens aqui exemplificadas apresentam variação da língua conforme a faixa etária da cada um.
b) Qual o critério que determina essa variação?
O critério da variação linguística das personagens é a idade das mesmas.
c) Em que aspectos diferem as falas das personagens?
A linguagem dos jovens é marcada por gírias, pela simplificações, com certa marca de rebeldia. E a do adulto torna-se  mais conservadora, comportada.
8. O que é norma?
É a forma como cada gupo usa sua língua.


9. Qual é a relação entre o pertencimento a grupos e o uso da língua?
Pertencer a um grupo ou usar a língua desse grupo é uma contingência, ou seja, é impossível fazer de conta que não pertence ou que não usa a língua de determinado grupo

10. O que é dialeto?
Cada grupo tem determinados traçs linguísticos normais. Essa norma de cada grupo constitui seu dialeto.

11. Quais os tipos de dialetos existentes?
São: o etário( criança, jovem, adulto), o geográfico ou  regional, o de gênero, o social( popular e culto), e o profissional.

12. O que é idioleto?
É o conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos que constituem sua fala.

13. O que é registro?
É o uso individual e momentâneo da língua.
14. Quais são as modalidades de registro?
Há duas modalidades: informal (sem barreiras), e formal ( com barreiras). En tre os dois registros, há inúmeros graus de acordo com o número de barreiras, pressões e dificuldades do momento da interação: o lugar onde se dá, o sentimento do locutor no momento, sua expectativa, sua percepção e outros.

 
15. Qual a importância, do ponto de vista pedagógico, que nos apresenta o estudo dos registros?
Do ponto de vista pedagógico, em relação ao estudo dos registros, não tem sentido a distinção certo/errado, o que interessa é ver se o uso está adequado à sua situaçaõ de comunicação.


OBs: Correção da tarefa e comentários no dia 12/11



domingo, 22 de novembro de 2009

Tarefa - Foco Narrativo / Ponto de Vista dia 29/10

FOCO NARRATIVO E PONTO DE VISTA –



O processo de narrar acrescenta e vai constituir o mundo fictício. A narrativa só existirá se houver um fato para ser narrado. A percepção dos fatos narrados depende dos procedimentos utilizados pelo narrador. O modo usado pelo narrador controla a qualidade e a quantidade das informações que são necessárias para o registro do discurso. Técnicas criam a ilusão de proximidade ou de distanciamento do narrador diante dos fatos narrados. Quanto mais o narrador intervém mais ele conta e menos ele mostra. A perspectiva é o canal por onde são transmitidas as informações de quanto o narrador sabe. A focalização dos acontecimentos depende do ponto de vista do narrador e do conhecimento próximo ou distante do que narra. O foco narrativo esta ligado à relação entre ficção e realidade e à necessidade de verossimilhança da história mostrada seja literária ou oral. Sendo assim, temos o foco narrativo intimamente ligado com a posição que o narrador ocupa dentro do discurso narrativo, e com a forma que ele transmite a informação, logo tem relação com o ponto de vista assumido por ele dentro da narrativa. Assim.  o foco narrativo questiona quem narra? como? de que ângulo? É sinônimo de ponto de vista, de perspectiva ou mesmo do narrador.