quarta-feira, 25 de março de 2020

musica pra conexão de conhecimento de si!!!

Musica de Nando Reis! um presente pro nosso coração,escolhi com amor,  assim depois de  grande ausência aqui no blog retorno com carinho pra registrar alguns recados e também conectar com todos!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

releitura dos contos de Clarissa Pinkola


Conto: Pele de Foca, Pele da Alma
De Clarissa Pinkola Estés, do livro Mulheres que correm com lobos.


Uma versão sobre mãe e mulher desse conto.
No conto  Pele de Foca, pele de alma de Clarissa Pinkola, capitulo 9 –  A volta ao lar: O retorno ao próprio self.- muitas são as semelhanças e processos de vivencias em que apresenta o self  e o ego em contraponto, como algo que todos protagonizamos em nossas vidas.
O conto narra a historia de um homem que vivia num tempo que passou para sempre e que irá logo estar de volta. Era um homem muito solitário que tentava ser feliz. Sentia solidão profunda. Uma noite ele viu um movimento de mulheres dançando e se aproximou com o barco, pois era em cima de uma rocha que elas estavam. Logo se encantou e quando as mulheres que estavam nuas se vestiam pra irem embora, ele sorrateiro escondeu uma de suas roupas : a pele de foca, de uma das mulheres, e logo convidou ela pra que ficasse com ele, por durante sete anos, depois prometo lhe devolver a sua pele de foca e você poderá ficar ou ir embora como preferir. Ela ainda lembra que não é da mesma natureza humana. E eladisse que iria com ele até passar os sete verões, aí tomaria a decisão.  E assim com o tempo tiveram um filho a quem deram o nome de Ooruk. Tudo correu bem ela contava histórias de foca , baleias e do salmão para o filho dormir. Certa noite o menino acordou com os gritos da mãe e do  pai,a gritaria era dos pais. Nessa briga a mãe pedia sua pele de foca e o pai insistia que se ela colocasse a pele iria abandonar o filho e ela e seria muito má. Ela reluta, mas parte em busca de sua essência e de seu povo.
Enfim, a história retrata por simbolismo muitas metáforas da vida de todos NÒS, enquanto seres humanos nessa nave chamada Terra. Temos o  “roubo do tesouro”, ou o “roubo da pele”,  como o  afastamento de sua essência pelo homem, que seria o ego, quem mais poderia nos afastar de nossa identidade maior, senão o famoso Ego. O conto se movimenta entre o sagrado masculino e o sagrado feminino dentro de uma cultura de medo, sem encontro com  a verdade. Essa verdade seria a libertação do eu, que ao perder a pele, fica preso a uma mentira ou ilusão. Que acontece no momento em que a mulher no seu ritual de dança, se vê roubada, e iludida pela carência do outro, o homem, aceita, por medo, a viver com ele um ciclo de sete anos. O que podemos dizer que se parece com todo nascimento, quando nos entregamos ao nascer e romper as barreiras do transporte de outra vida , outra experiência, aceitamos por amor. Mas , quando nascemos , já bem logo nessa hora nos separam de nossas mães, e assim ficamos num choro, que faz despertar o medo da solidão, e assim ficamos  durante muitos ciclos de sete anos , até despertar para uma nova consciência. Esse  entre outros símbolos são trabalhados nesse conto.
O conto tem muitas representações da psique da mulher e do seu sagrado.  A que mais me encantou foi a passagem que mostra o valor da maternidade. Assim:
“”—  Ah, mamãe, não, não, não — choramingou a criança. Ela se voltou para ele com uma expressão de profundo amor nos olhos. Segurou o rosto do menino nas mãos e soprou para dentro dos pulmões do menino seu doce alento, uma vez, duas, três vezes. Depois, com o menino debaixo do braço como uma carga preciosa, ela mergulhou bem fundo no mar e cada vez mais fundo. A mulher-foca e seu filho não tinham dificuldade para respirar debaixo d'água.[..]”
“Estou sempre com você — afiançou-lhe sua mãe. — Basta que você toque algum objeto que eu toquei, minhas varinhas de fogo, minha ulu, faca, minhas esculturas de pedra de focas e lontras, e eu soprarei nos seus pulmões um fôlego especial para que você cante suas canções.”
Sim, a mãe é figura muito especial pra todos os seres.  Nesse trecho temos a representação de algumas figuras da mãe, ou papéis que a figura da mãe assume.
 A mãe provedora – aquela que dá a vida, que gera-  O nascer como um sopro nos pulmões traz a vida ao ser, e é o que acontece no ultimo mês da gestação, a perfeita formação do aparelho respiratório que irrompe na vida, aos nove meses, ou como dizem quarenta semanas de gestação. A essência de vida que nos abençoa a mãe Terra com o ar, nosso bom oxigênio de cada dia. Sem ele não sobreviveríamos.
A mãe protetora – aquela que ensina e segura na mão e diz vem comigo - E na despedia, da mãe e do filho, ela diz o quanto ligada a  ale ainda estará , mesmo estando distante terá como estabelecer um contato e ainda uma comunicação que  poderá ajudar no momento da saudade, ou da solidão, ou do medo. O fio condutor desse e contato será  o olhar. Como é importante o olhar de mãe e filho, de pai e filho, de irmãos, no olhar se estabelece a cura, a saúde o amor, o perdão, a vida.
A mãe salvadora – aquela que vem sempre pra ajudar – quando a mãe diz que ao tocar algo que foi dela ele poderá sentir a sua força a ajuda.

A mãe criativa - aquela que estimula e incentiva – quando a mãe conta histórias da sua vivencia, ela desperta na criança os seus sonhos, sua alegria, seu mundo feliz do faz de conta. Ela assume o papel de modelo da criança livre. 

por Marisa Rost
ost

sexta-feira, 18 de março de 2016